Omie
O Omie é um ERP 100% em nuvem voltado para pequenas e médias empresas brasileiras. Desenvolvido pela Omiexperience S/A e fundado em 2013 por Marcelo Lombardo, reúne gestão financeira, fiscal, comercial e contábil numa plataforma só.
O que é o Omie e como funciona?
O Omie é um ERP 100% em nuvem voltado para pequenas e médias empresas brasileiras. Desenvolvido pela Omiexperience S/A e fundado em 2013 por Marcelo Lombardo, reúne gestão financeira, fiscal, comercial e contábil numa plataforma só. A proposta central é conectar a empresa diretamente ao seu contador, eliminando a troca manual de arquivos e planilhas.
O que dá pra fazer com o Omie?
Pra quem precisa centralizar a operação de uma PME, o Omie cobre bastante terreno. É possível emitir NF-e e NFS-e, controlar contas a pagar e receber, fazer conciliação bancária, gerenciar estoque e compras, e acompanhar o funil de vendas pelo módulo de CRM integrado. O sistema também oferece conta digital própria e antecipação de recebíveis direto pela plataforma, sem precisar sair do ERP. A integração contábil é um dos pontos mais fortes: o contador acessa as informações fiscais e financeiras em tempo real, sem exportações manuais. Para quem vende em e-commerce, há integrações nativas com Mercado Livre, Shopify, WooCommerce e Loja Integrada.
Omie vale a pena em 2026?
Para a maioria das PMEs brasileiras, sim. O Omie entrega um conjunto de funcionalidades que, em outras soluções, custaria muito mais caro ou exigiria integrar vários sistemas separados. A interface é apontada como intuitiva pela maioria dos usuários, e a gestão de múltiplas empresas na mesma tela é um diferencial real para quem tem mais de um CNPJ.
Num ponto fraco recorrente entre usuários está a lentidão ocasional do sistema, especialmente em horários de pico. Problemas de sincronização de estoque com o Mercado Livre também aparecem com frequência nas avaliações públicas. O módulo de CRM cumpre o básico, mas quem precisa de um funil mais robusto vai sentir falta de recursos que ferramentas como Pipedrive ou HubSpot oferecem.
Segundo avaliações no Capterra e GetApp, o Omie acumula notas entre 3.8 e 4.2 de 5.0, o que é sólido para um ERP nacional. A presença de mais de 14.000 escritórios contábeis parceiros conectados é um dado que fala por si: o ecossistema contábil do Brasil já validou a ferramenta. O volume de R$ 63 bilhões em notas fiscais emitidas por ano pelo sistema reforça que não é uma solução de nicho.
Pode confiar no Omie?
A empresa existe desde 2013, opera como S/A e tem escala comprovada: R$ 63 bilhões em NF-e emitidas ao ano não é número de startup experimental. A base de mais de 14.000 escritórios contábeis parceiros também funciona como um selo informal de confiança, já que contadores tendem a ser bastante criteriosos na escolha de sistemas que vão indicar para seus clientes. Segundo avaliações públicas no B2B Stack, a nota média é 4.2 de 5.0, com elogios consistentes à praticidade e críticas pontuais a instabilidades. Não é um produto sem falhas, mas é um fornecedor com histórico e responsabilidade no mercado.
Quanto custa o Omie?
O Omie não publica uma tabela de preços aberta no site oficial. Os planos são contratados sob consulta com a equipe comercial, variando conforme o porte da empresa, número de usuários e módulos contratados.
Existe uma exceção: o Omie Fit, versão gratuita voltada para MEIs e microempresas com faturamento de até R$ 81 mil por ano. É uma entrada sem custo pro ecossistema, com funcionalidades limitadas.
Para contratar um plano completo, o caminho é acessar o site oficial em omie.com.br e solicitar contato com a equipe de vendas. Não há como estimar o valor sem uma proposta personalizada.
Quem deveria usar o Omie?
O perfil ideal são pequenas e médias empresas brasileiras que precisam de um ERP completo, com integração contábil real e emissão fiscal incluída. Funciona muito bem pra quem tem contador parceiro e quer que ele acesse os dados sem trabalho manual dos dois lados. Empresas que vendem em múltiplos canais (loja física, e-commerce e marketplace) também se beneficiam das integrações disponíveis. MEIs e microempresas com faturamento baixo podem começar pelo Omie Fit sem custo.
Pra quem o Omie não serve?
Quem precisa de um CRM robusto vai se frustrar com o módulo atual do Omie. A solução tem funcionalidade básica de funil de vendas, mas está longe de concorrer com Pipedrive ou RD Station CRM nesse quesito. Grandes empresas com operações complexas de manufatura ou supply chain também devem avaliar ERPs de maior porte, como TOTVS ou SAP. Por fim, quem tem uma operação pesada em marketplaces e depende de sincronização de estoque em tempo real deve validar bem a integração antes de migrar, dado o histórico de reclamações nesse ponto específico.
Pros & Contras
- Integração contábil em tempo real elimina retrabalho manual
- Cobre financeiro, fiscal, estoque e CRM num só sistema
- Omie Fit é gratuito para MEIs e microempresas
- Ecossistema robusto: 14.000 contadores parceiros e R$ 63 bi em NFs/ano
- Interface bem avaliada pela maioria dos usuários por ser intuitiva
- Conta digital e antecipação de recebíveis integradas ao ERP
- Lentidão ocasional relatada por usuários, especialmente em horários de pico
- Módulo de CRM básico para quem precisa de gestão comercial avançada
- Problemas frequentes de sincronização de estoque com Mercado Livre
- Preços não são públicos, o que dificulta comparação com concorrentes
- Excesso de pop-ups na interface incomoda parte dos usuários
Funcionalidades
O que o Omie oferece
Veredicto Analister
O Omie é uma das opções mais completas de ERP em nuvem para PMEs brasileiras, com destaque real para a integração contábil e o volume de parceiros no ecossistema. Não é perfeito: tem gargalos de performance e um CRM que deixa a desejar. Mas pra uma empresa de até 50 funcionários que precisa de gestão financeira, fiscal e contábil integradas num só lugar, é uma escolha sólida e com histórico comprovado no mercado.
Avaliação independente do Analister. Nota baseada em análise de funcionalidades, preço, usabilidade, suporte e feedback público de usuários.